19/01/2008 12:30
Seis meses depois, um técnico espanhol
A rapidez da Confederação Brasileira de Basquete, a CBB, me espanta. O Brasil foi eliminado do uma forma traumática do Pré-Olímpico dos Estados Unidos. Vocês devem lembrar. Grupo rachado, jogador que se negou a entrar em quadra, falta de conjunto...
A CBB então agiu. Mandou o Lula embora e prometeu um estrangeiro para comandar a equipe. A apenas um ano das Olimpíadas, o treinador que viesse teria que se organizar para analisar com calma jogadores espalhados pelo Brasil, NBA e Europa. Montar cronogramas, estratégias e , principalmente, conhecer e trabalhar o psicológico dos atletas. Afinal, está claro que, além da falta de padrão tático, a seleção padece de um problema de cabeça.
A melhor opção seria o Bernardinho, o Luxa ou po Felipão. Como eles são de outros esportes, veio o espanhol Moncho Monsalve, sob o argumento de que treinador estrangeiro está mais antenado com o basquete moderno que o brasileiro. Pode ser que dê certo do ponto de vista tático. O Lula parecia realmente defasado.
A Espanha é campeã mundial e Moncho é um estudioso do esporte. Ministra clínicas e workshops em seu país e pode ser considerado um "Parreira" da bola laranja. A pergunta que fica é se um europeu, que geralmente tem um temperamento mais distante do nosso, conseguirá por fim aos traumas amarelos da nossa equipe nacional.
De qualquer forma, sob qualquer ótica que se analise, um fato permanece. Por que a CBB demorou seis meses para escolher um técnico, dando-lhe apenas 150 dias para montar e preparar um grupo para Pequim? Isto, claro, partindo do princípio que nos classificaremos na repescagem.
enviada por Luiz Raatz
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